
EntreLaços- Eduardo Fonseca
O mito individual na
psicose[1]
Antônio
Beneti[2]
I- MITOS
Não
existe uma só cultura que não se sirva de algum mito próprio para transmissão
de algo que organize ou estruture o funcionamento do grupo. A cultura
brasileira através de suas lendas folclóricas construiu mitos muito
interessantes e vigentes no século passado, como por exemplo, o “Saci Pererê”,
para transmissão da castração simbólica de um interdito do mais de gozar por
parte das crianças com suas diabruras e desobediências à Lei do pai,
transmitida sob a forma de regras de “bom comportamento”.
“Lévi-Strauss foi o primeiro
antropólogo de língua francesa a ler e comentar a obra de Freud a partir da
antropologia estrutural”(ROCHA, 2011. p. 11) , considerando as teorias antropológicas
como mitologias comparáveis aos mitos elaborados pelo pensamento selvagem. Ao
se referir à psicanálise, diz tratar-se, aí, de um mito individual[3],
que o sujeito constrói a partir de elementos da sua história. A importância do
Mito para a psicanálise não é o conteúdo semântico ou o significado do mito mas
a forma como os elementos se relacionam entre eles.
Freud,
na cura analítica, se referia ao romance familiar dos neuróticos construídos
inconscientemente e, dos quais se servia para desmontá-los, via interpretações
e construção da fantasia mítica fundamental de cada sujeito.
Para
Lévi-Strauss[4] o mito tem uma função ou
papel central nas curas e, faz uma analogia entre psicanálise e religião, na
medida em que ambas se servem de mitos centrados no Pai, nos quais encontramos uma
interdição operada pelo Pai: proibição que funda uma Lei, garantida através da
ameaça de punição ou castigo ao transgressor.
Lacan
irá nos demonstrar que não se trata de uma punição em jogo e tentará nos
transmitir, via metáfora paterna, a operação de castração simbólica. Se na
religião, a punição resolve o problema da culpa do pecador, do transgressor da
Lei de Deus, na psicanálise isto não acontece. A
operação de castração simbólica enquanto uma operação inexata de significantização
do real da libido, deixa um resto de gozo, de mais de gozar, de real de gozo, marcas
desse real da pulsão implícitas, inscritas no pecado. Assim, o pai interditor,
a Lei que interdita, em nome do Pai, não dá conta dessa operação, com exatidão.
(ROCHA, 2011. p. 12)
Tanto
na religião quanto na psicanálise essa figura do pai nos mitos é inicialmente
uma figura que goza de privilégios, é um “pai gozador”, que por isso gera ódio
e discórdia entre os filhos que desejam então, ocupar esse lugar, para gozar. É
assim que em “Totem e tabu” encontramos o mito do assassinato desse pai
primevo, gozador. É só depois que este pai está morto, que sua lei é resgatada
e transmitida por algum filho ou sucessor.
Para
Lacan, existe no cerne da experiência analítica algo que é da ordem do mito.
“O mito é o que confere uma fórmula discursiva a alguma
coisa que não pode ser transmitida na definição da verdade, pois a definição da
verdade não pode se apoiar senão sobre si mesma e, que é na medida em que a
fala progride que ela a constitui. A
fala não pode apreender-se a si mesma e nem apreender o movimento de acesso à
verdade como uma verdade objetiva. Ela pode exprimi-la e, isto, de Uma maneira
mítica”(LACAN, 2008.
p. 13).[5]
Lacan
tratará então, o mito como um artifício
que tem a função de transmissão de uma verdade que não pode ser dita “Toda”[6]. E
que é, na verdade, uma “verdade mentirosa”.
Então, em seu retorno a Freud, Lacan trata a castração simbólica
nos textos freudianos, recorrendo ao simbólico, postulando o inconsciente
estruturado enquanto linguagem.
Partindo
do simbólico e do imaginário, com a simbolização da libido freudiana, e
partindo de suas observações clínicas, como por exemplo, da reação terapêutica
negativa, Lacan terá que ir mais além do mito para articular as questões
colocadas pelo mais de gozar que escapava à lógica da castração simbólica e para
tentar dar conta do real do gozo, resto dessa operação simbólica, não
eliminável por ela.
Por
um lado, os mitos, enquanto histórias romanceadas, metáforas, nos facilitariam
a compreensão do impasse sexual, da não existência de “A Relação sexual”. Por outro lado, os mitos não levam em conta
as questões da libido, ou seja, a questão do menos de gozo gerado aí no
registro simbólico. O que faz enigma dos destinos da pulsão no momento de
assunção pelo sujeito de seu ser sexuado.
Para
Miller, seria necessário que “ao menos o psicanalista, não acredite nesta
história de parricídio ou na morte de gozo, como anuncia o mito freudiano”
(ROCHA, 2011. p.12).
Lacan,
por sua vez, quando tenta estruturar o Pai interditor sob a forma de uma
metáfora condensatória dos mitos de Édipo, totem e tabu e complexo de
castração, formula a Metáfora paterna e constrói também o seu mito do pai. Isso
porque ela deixa de fora a questão da amarração corporal do gozo, da libido que
escapa à operação de castração simbólica.
O
recurso aos mitos, o recurso ao simbólico, ao falo, não foi suficiente para a
solução desse problema.
Então,
Lacan constrói seu conceito de objeto a e, a partir daí duas dimensões da
libido freudiana: significante (falo) e real (objeto a).
A
título de pequena digressão mas, dentro do contexto de trabalho do tema, o “tormento”
de Lacan, na tentativa de dar conta da questão da libido freudiana também “atormentou”
os primeiros seguidores de Freud em suas construções míticas, talvez psicóticas
nas suas teorizações: Jung com o seu “Inconsciente coletivo”; Reich com seu
“Orgone”; Rank com o seu “Trauma do nascimento”, Adler com o seu mito da
“Psicologia individual” e etc...
Na
sequência de seu trabalho Lacan irá mais além de sua própria construção mítica
para nos dizer que “O Pai”, Universal tal como a religião propõe sua existência,
não existe. Assim como também não existe O Pai
Universal de sua primeira formulação do conceito de inconsciente a
partir de Freud e do simbólico.
Dessa
maneira, “O Nome-do-Pai não existe”, o que coloca a dimensão em seu último
ensino de “Versões-do-pai”: para cada um, Um pai. Então, “para Lacan, o
Nome-do-pai é o exercício de uma nomeação que permite ao sujeito adquirir uma
identidade. É apenas uma função, um lugar, uma posição, um “significante mudo,
uma letra que nada sabe nem pode pronunciar”(ROCHA, 2011. P. 12). Ou seja, não
há “O Nome-do-pai!”. Esse lugar de “O” Pai, único para todos, está vazio.
Passamos
então do registro de Um pai para o registro do múltiplo, de versões do Pai:
para cada um, Um pai. Singular, inventado por cada um.
Por
isso Lacan vai mais além dos mitos recorrendo à logica dos matemas e à
topologia dos Nós de Borromeo, onde consegue enlaçar as 3 dimensões psíquicas,
as três mansões[7] do dito: Simbólico,
Imaginário (corpo pulsional) e Real “amarrados” entre si.
Então
trata-se de, na experiência psicanalítica, buscar o que há de real no
simbólico, o que há de gozo em cada mito, em cada caso clínico. E, isto, por
sua vez não existe sem referencias ao corpo, ao objeto a, ao que há de
pulsional na constituição dos sintomas, das histórias, ou dos mitos individuais
de cada sujeito.
II- O MITO
INDIVIDUAL NA PSICOSE
Feita
essa introdução vamos tentar expor um percurso de trabalho realizado através
dos encontros dos membros do Cartel a partir das concepções extraídas do ensino
de Lacan, até chegarmos à proposição do que conseguimos elaborar sobre o tema. A
hipótese de um mito individual do psicótico nos foi proposta a partir de
pequena passagem do texto de Miller, “A salvação pelos dejetos”, quando ao se
referir à paranoia constitutiva do eu de cada sujeito, à paranoia dos
criadores, ao gozo problemático do Outro e do Outro maldoso, dirá no final
desse capitulo do texto, o seguin
“Trata-se de uma identificação de gozo no lugar do Outro, quer dizer, o equivalente do que seu fantasma procura na neurose, assim como na perversão. Trata-se de desprender do gozo uma parcela que possa constituir objeto e inicialmente objeto de uma narração, de um cenário – como o cenário da fantasia – de uma storytelling, como nos foi ensinado com essa palavra, de uma lenda, daquilo que chamava um “mito individual” e, que pode ter lugar de fantasia”(MILLER, 2010a, p. 24/25).[8]
“Trata-se de uma identificação de gozo no lugar do Outro, quer dizer, o equivalente do que seu fantasma procura na neurose, assim como na perversão. Trata-se de desprender do gozo uma parcela que possa constituir objeto e inicialmente objeto de uma narração, de um cenário – como o cenário da fantasia – de uma storytelling, como nos foi ensinado com essa palavra, de uma lenda, daquilo que chamava um “mito individual” e, que pode ter lugar de fantasia”(MILLER, 2010a, p. 24/25).[8]
Simone
Souto, propondo esse tema, como eixo da próxima Jornadas da EBP Seção Minas indica que neste contexto,
“o que toma o primeiro plano são as experiências passiveis de dar lugar a
diferentes modos de gozo e não as certezas obtidas de identificações”. Propõe então, que possamos “recolher da nossa prática com a psicose,
essas pequenas inserções no discurso, que podem ser construídas sob
transferência, esses pequenos enunciados do impossível, passíveis de localizar
o gozo de uma forma diferente daquela oferecida pelo mestre contemporâneo e,
também, da tentativa de criar um pai através do delírio”.[9]
Podemos
pensar a partir daí em um “mito individual do psicótico”?
O INCONSCIENTE FREUDIANO E O FALASSER
Conforme
dissemos anteriormente, o tormento de Lacan para dar conta do conceito de
libido freudiana o levou nos anos 50 a postular seu axioma simbólico mitológico
fundamental: O inconsciente tem a estrutura da linguagem. E, como tal,
metafórico e metonímico. Essa significantização da libido o leva ao
estabelecimento de uma estrutura onde temos um sujeito do inconsciente,
representado por um significante 1 para um significante 2. Portanto um sujeito
de linguagem, dividido pela operação de castração simbólica, cujo agente seria
um significante no Outro da linguagem, diferente dos demais, que Lacan chamou
de significante do Nome-do-pai.
Como
já assinalamos, essa operação simbólica sobre o real libidinal, é inexata e
deixa um resto de mais de gozar que o sujeito tende a recuperar. Por exemplo,
na reação terapêutica negativa. Lacan terá que dar conta do que fazer com esse
resto de real não significantizável que ele chamou em 64 de objeto a. Deixemos
reservado esse ponto.
Vamos
à psicose.
O
neurótico se apresenta enquanto sujeito dividido pelo Nome-do-pai, portanto
estruturado por um par significante, que emerge via articulação significante
enquanto efeito de significação, de significado, de sentido. Na psicose, na
medida em que existe uma forclusão desse significante Nome-do-pai, localizada
sobre esse significante, o sujeito psicótico não se estruturará enquanto
sujeito dividido, mas se estrutura enquanto ser de objeto gozado pelo Saber do
Outro da linguagem. De forma que terá de inventar soluções para resolver essa
dimensão mortífera de gozo.
A
partir de Freud, com o caso Schreber, onde propõe o delírio como uma solução ou
tentativa de cura, Lacan formalizará a metáfora delirante “A Mulher de Deus”,
aquela que falta à Humanidade, como um Mito Schreberiano, que faz às vezes do
Nome-do-pai forcluído.
Se
isso estabiliza Schreber, no fim de sua vida novo surto catastrófico ocorre,
nos mostrando a eficácia temporária da metáfora delirante.
Assim,
as psicoses extraordinárias, oriundas do inconsciente estruturado enquanto
linguagem constroem mitos metafóricos individuais, mas, referidos ao
Outro-Humanidade, enquanto a exceção que falta à Humanidade.
Pois
bem, a constatação de Lacan, de que nem todo real é simbolizado,
significantizado, coloca então a dimensão de que um significante falta para
Todos, para amarrar esse gozo que escapa ao processo de castração simbólica,
colocando a dimensão de uma forclusão generalizada, para Todos. Trata-se,
então, de um inconsciente real, de um significante que não faz par (S1-S2) como
no registro do simbólico. Um significante só, UNO, que amarraria esse gozo
restante, inscrito no corpo. Um inconsciente pulsional, não mais disjunto da
pulsão como em Freud e Lacan dos “Quatro conceitos...”. Esse inconsciente
pulsional Lacan nomeou falasser (parlêtre) em seu Seminário
Le Sinthome[10]. Significante S1, Uno,
fixão de gozo, diferentemente da primeira elucubração lacaniana mítica, onde os
significantes que fazem par permitiriam uma narrativa ficcional, fantasística,
mítica a desfilar no decorrer da experiência analítica na busca do sentido via
associação livre que tenderia ao infinito. Fixão sem sentido, não
interpretável, cuja única possibilidade seria saber fazer com, saber fazer aí,
o que ninguém sabe. Razão da debilidade mental, porque não sabemos muito bem
“fazer aí”. Uma amarração topológica é proposta por Lacan, com um quarto termo,
que ele chamou Sinthome (S1.a), fazendo a amarração singular, única, para cada
falasser. Uma versão do pai.
Nesse
momento de seu ensino, a clínica estrutural binária – “Nome do pai sim, Nome do
pai não”, é ultrapassada. Lacan vai mais além, numa clínica ternaria,
continuísta. Onde a distinção estrutural centrada no Nome do pai, entre neurose
e psicose sofre um abalo. Então a emergência do falasser faz surgir a clínica
do sinthome. Uma clínica borromeana onde o que está em jogo são as amarrações
singulares sinthomáticas do falasser.
O
último Congresso da AMP “Psicoses ordinárias e as outras sob transferência” nos
colocou a questão das psicoses com forclusão localizada do Nome do pai, onde a
metáfora delirante reinava absoluta em Freud e no primeiro Lacan, enquanto
estabilizações míticas. Nas psicoses contemporâneas, ordinárias, estruturadas
borromeanamente numa tripla externalidade (corporal, social e subjetiva)[11] a
partir de uma disjunção do sentimento de vida[12] no
mais íntimo do ser de cada um ( já assinalada por Lacan em sua “Questão
preliminar...”), um-a-um. Aí, amarrações singulares, a partir de um S1 uno, sem
par se apresentam cotidianamente em nossa clínica contemporânea.
Como
pensar o mito individual do psicótico ordinário? Seria possível?
Consideramos
que não há possibilidade de se pensar esta estrutura mítica sem pensar na
dimensão corporal pulsional.
Assim,
certas construções míticas singulares surgem na clínica e desfilam com intensa
frequência na mídia. Tais como o “Homem lagarto” e, o “alienígena assexuado”,
por ex.? A discutir...
Podemos interrogar outra construção mítica singular no caso clínico M. apresentado por Simone Souto,
publicado na Revista Curinga 14, comentado por Eric Laurent. Trata-se de uma
mulher que apresentava preponderantemente sintomas de excitação maníaca e uma
desregulação do corpo. Havia uma acusação endereçada á polícia em relação ao
marido que, segundo ela, o marido abusava sexualmente a obrigando a fazer sexo
anal. Tanto os fenômenos da excitação maníaca quanto da acusação sistemática do
marido cessaram a partir do momento em que Simone, convocada pela polícia,
avaliza a fala da paciente como responsável, diz que ela pode falar, que sua
palavra tem valor. Após esse fato M se sente constrangida, se desculpa junto à
Simone pela convocação e relata uma cena de infância da qual nunca havia
falado: era abusada sexualmente pelo irmão e nessa circunstância, sua mãe
proíbe que M fale disso.
O reconhecimento dessa cena junto à analista possibilitou uma
localização de gozo fora do corpo.
A narrativa dessa cena que se inscreve de tal forma que fixa o sujeito e a partir dela a possibilidade de
uma saída por uma identificação a uma função social, ser mãe: Mãe que sabe
cuidar. Estaríamos aí na dimensão do mito individual na psicose?
Num momento atual de revisão de diagnósticos na nossa clínica nos
lembramos também de um indivíduo, de pequeno porte, por nós atendido há algumas
dezenas de anos e tomado como obsessivo, portador de uma úlcera crônica,
incurável, encaminhado por clínico e gastroenterologista.
No
decorrer do tratamento fez referência ao “pedacinho de carne” (a úlcera) que o
impedia de tomar sua cervejinha, comer um tira gosto moderadamente e tocar
violão. Ficava triste, evitava festas e reuniões festivas familiares e sociais.
No desenrolar das sessões fez menção ao nome com o qual sua mãe se referia a
ele quando nasceu: “pedacinho de carne”. O que foi pontuado pelo analista para
surpresa e concordância do sujeito, que se referia várias vezes como “Eu sou o
pedacinho de carne”. A partir daí decidiu arriscar tomar cerveja moderadamente,
frequentar reuniões festivas sociais e familiares e tocar violão, sem
interromper a medicação prescrita pelos médicos. E, assim fez, sentindo-se bem.
Considerou
que em vista do que era e de como se sentia antes, era como se tivesse
“curado”. Não tinha mais o que conversar... E,
pouco depois partiu. Nunca mais tive notícia.
Ele
não apresentava fenômenos elementares tais como alucinações ou ideias
delirantes. “Eu sou o pedacinho de carne”. Nome de gozo do falasser. Mito
individual desse Psicótico Ordinário?
Referências
LACAN, Jacques. (1953). O mito Individual do Neurótico. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
LACAN, Jacques. Seminário 4 – A relação de objeto. (1956-1957)
Capítulo Estrutura dos Mitos – Para que serve o mito. Rio de Janeiro: Zahar, 1995. P.258 /259
LACAN, Jacques. (1960-1961). O Seminário 8. A transferência. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 1992.
LACAN, Jacques. Seminário 17 – O avesso da
psicanálise. (1969/1970). Capítulo VII: Édipo e Moisés e o pai da Horda.(sobre
o mito) Rio de Janeiro: Zahar, 1992. P. 103
LACAN, Jacques. Outros Escritos – Televisão. (1974). Rio de
Janeiro: Zahar, 2003. P.53.
LACAN, Jacques.
Seminário 23 – O sinthoma. (1975-1976). Rio de Janeiro: Zahar, 2007.
LAURENT, Eric. Disrupção do gozo nas loucuras sob transferência. Conferência proferida
no XI Congresso da Associação Mundial de Psicanálise – As psicoses ordinárias e
as outras sob transferência” em abril de 2018.
Disponível em espanhol: http://lacanempdf.blogspot.com.br/2018/04/disrupcao-do-gozo-nas-loucuras-sob.html
LAURENT, Eric.
“Estabilizaciones en las psicoses”- B.Aires.- Ed.Manantial, 1992
LEVI-STRAUSS, Claude. A eficácia simbólica. Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro, 1975. Disponível em:
LÉVI-STRAUSS, Claude. Antropologia Estrutural. Capítulo XI – A
estrutura dos Mitos. Rio de Janeiro; Tempo Brasileiro 2ª Ed., 1985
MILLER, Jacques-Alain. A salvação pelos dejetos. In: Correio Nº67. Escola. Brasileira de psicanálise, São
Paulo, 2010a.
MILLER, Jacques-Alain. Efeito do retorno à Psicose
ordinária. In: Opção Lacaniana online
nova série Ano 1 • Número 3 • Novembro 2010b. Disponível
em: http://www.opcaolacaniana.com.br/pdf/numero_3/efeito_do_retorno_psicose_ordinaria.pdf
ROCHA, Alessandra.
“O mito, a religião e sua relação com a psicanálise”. In: Almanaque
– de Psicanálise e Saúde Mental. Ano 4 – N. 7. Novembro de 2001. P. 11/12.
SOUTO, Simone. “O inconsciente e o
mestre contemporâneo: o que pode a transferência?” In: Boletim Enxame 1 da XXII
Jornada da Escola Brasileira de Psicanálise. Belo Horizonte, 2018.
SOUTO, Simone. Curinga
14. Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Minas Gerais. N.31, dezembro de
2010.
[1]Trabalho realizado em
Cartel, preparatório para as Jornadas da Seção Minas-EBP. Antonio Beneti (Mais
Um); Anamáris Pinto; Cristiana Ferreira; Eduardo Fernandes Pinto Coelho;
Fernando Casula e Maria Wilma Faria.
[2]
AME (EBP/AMP)
[3]
No texto “A
eficácia simbólica”, Lévi-Strauss aponta que na cura a psicanálise “visa
provocar uma experiência (...), reconstituindo um mito que o doente deve viver,
ou reviver (...) um mito individual que o doente constrói com a ajuda de
elementos tirados de seu passado”. (p. 230)
[4] Ver Claude
Lévi-Strauss, texto “A eficácia simbólica”.
[5] Ver Lacan em “O
mito Individual do Neurótico”, p.13.
[6] Sobre verdade que não pode ser dita “Toda”,
consultar Lacan, no Seminário 17 – O
avesso da psicanálise. (1969/1970), capítulo VII: Édipo e Moisés e o pai da
Horda.(sobre o mito). p. 103 “O semi-dizer é a lei
interna de toda espécie de enunciação da verdade, e o que melhor a encarna é o
mito”.
[7] A palavra
“dit-mension” é um neologismo introduzido por Lacan para colocar o em relação o
dito, o enunciado; com a palavra em inglês “mansion “ que significa “maison”.
Importa aqui a homofonia dit- mension.
[8] Ver texto de
Jacques-Alain Miller “A Salvação pelos dejetos” (p. 24/25)
[9] Apresentação de
Simone Souto nas preparatórias da XXII Jornada da EBP-MG, publicado no Boletim
Enxame 1 online.
[10] Ver seminário 23 de
Lacan “O sinthoma” p. 55
[11] A formulação sobre a
tripla externalidade pode ser lida detalhadamente no texto de Jacques-Alain Miller, “Efeito do retorno à Psicose ordinária”.
[12] Lacan fala da
“desordem provocada na junção mais íntima do sentimento de vida no sujeito”, em
seu texto “De uma Questão Preliminar...”,
publicada nos Escritos. P.565.


