Desfrute - Giulia Puntel
Editorial
Michelle
Sena
Está no ar o L’Incs #5 –
Boletim da XXI Jornada EBP-MG!
A pergunta que orienta o nosso
trabalho deste ano – “O inconsciente e a diferença sexual: o que há de novo?” –
continua a ressoar...
‘O que há de novo’? A partir
das junções e disjunções entre sujeito e corpo, quais soluções os seres
falantes inventam? No texto Pabllo
Vittar, um corpo e suas faces, Lisley Braun Toniolo percorre o contexto da
presença das drags na cultura e a
história de Pabllo, destacando que “a sexualidade está aí, no encontro do corpo
com a linguagem”.
Na seção ‘Textos de orientação’,
contamos com os trabalhos apresentados no 4º seminário preparatório por
Fernanda Costa - O falo, uma falácia
- e Sérgio Laia - Meninas e Meninos não
são (ainda) homens e mulheres. Orientados pela frase lacaniana “..o único real que verifica o que quer que
seja é o falo",
Fernanda e Sérgio abordam as modificações do lugar do significante fálico na contemporaneidade
e seus efeitos com relação à diferença sexual e ao inconsciente. Como o falo,
esse parasita, continua a incidir mesmo tendo perdido a sua potência?
E
‘O que não se escreve’? Nesta rubrica temos o texto A mulher face ao espelho: novas virilidades, relatório realizado
por Maria Josefina Fuentes a partir de uma Conversação do VII Enapol. Da primazia do falo ao não-todo fálico, o
texto pontua que “em toda identificação sexuada há um impossível que não
recobre o real do sexo para o ser falante”. Revisitando as personagens de Hélène
Cixous – O retrato de Dora e Clarice Lispector, o relatório busca investigar
novas formas de virilidades que se constituem enquanto defesas contra o
não-todo na contemporaneidade, época da queda dos ideais e do desprezo do falo.
Advertindo-nos que “resta a cada mulher reconhecer os modos de
gozo que lhe concernem para identificar-se, nem ao pai, nem ao falo, nem à
Outra, senão ao seu sinthoma, inigualável”.
Neste boletim, na seção ‘O que se
escreve’, apresentamos a listagem de hotéis, restaurantes e pontos turísticos,
elaborada pela Comissão de Acolhimento para nos orientar pelos espaços da
cidade durante a XXI Jornada EBP-MG.
Em ‘Conexões’ temos
as resenhas das atividades realizadas no mês de agosto. Cristiane Barreto apresenta
a atividade - Se essa rua fosse minha: fragmentos -
comentário de dois casos do Programa Consultório de Rua (PMBH) que evidenciam a
“aridez
dos sintomas e enigmas da sexualidade presentes nas parcerias que se formam nas
ruas”. Juliana Motta e Henri Kaufmanner comentam a discussão de caso realizada no
Instituto Raul Soares – Caso José:
efeitos em uma comunidade de trabalho-, ressaltando como tal caso interroga
a instituição e a equipe “frente ao real bruto
advindo das passagens ao ato” que respondem “à convocação de ser A Mulher”.
Nesta coluna, continuando a
publicação das resenhas dos encontros ‘Cinema e Psicanálise’ – parceria da
EBP-MG com Sala Humberto Mauro -, contamos também com o comentário de
Cláudia Generoso sobre o filme “O
casamento de Rachel” - destacando como Lilany Pacheco “aponta a atualidade
da trama para pensar as relações no mundo contemporâneo perpassado pelo
declínio do pai e dos ideais simbólicos”.
‘O que vem por aí’? Falta
pouco para a nossa Jornada e o último preparatório está chegando! Dia 28/09, Ana
Lydia Santiago e Bernardo Micherif comentarão a frase que alude ao Eixo 5: “O ser sexuado só se
autoriza de si mesmo e, eu agregaria, e por alguns outros” (Lacan,
Seminário 21, aula 09 de abril de 1974).
Você que ainda não fez sua inscrição, venha
participar conosco! As inscrições continuam abertas e as vagas são limitadas.
Aguardamos vocês e desejamos uma boa
leitura!

