Enxame #4 - 6.Conexões







Conexões: Rede Municipal de Saúde Mental (PMBH)

Marcelo Quintão[[1]]


As formas de comando e dominação, muitas vezes sutis, embora bastante eficazes, aparecem como significantes que funcionam como agente de discursos em nossa época.  Como elas se apresentam? Qual a forma do mestre contemporâneo?  Essas foram as questões levantadas por Fernanda Otoni[[2]] na atividade de Conexão com a Rede Municipal de Saúde Mental, PBH[[3]].

Ela ressalta que a Jornada da EBP-MG pretende verificar como temos respondido, sob transferência - ou fora dela -, ao desafio de favorecer, mesmo em situações nada ortodoxas, como por exemplo no encontro com sujeitos em situação de rua, as formas de localizar e grampear um modo singular de existência a um nome, um lugar, um Outro possível. A solução do sujeito, muitas vezes, pode se enredar de forma distinta daquela proferida pelo discurso das políticas públicas para todos.

 A partir da clínica atual, em que as tradições e as palavras dos pais não servem de referência, como outrora, para mapear as formas de laço que funciona para cada um, a psicanálise toma por bússola o detalhe que irrompe em cada caso, cuja orientação segue as pistas de um desejo que não seja anônimo em detrimento das propostas prêt-à-porter desenhadas pelo mestre acéfalo. Como foi o caso de um sujeito cujos recursos simbólicos se mostraram precários em seu modo de vida errante, porém soube transmitir que o que acontece em seu corpo o desperta e localiza seu modo sútil de fazer parte do laço social, cujo arranjo nos esclarece que a maternidade pode não ser uma solução possível para todos.    







[[1]] Marcelo Quintão – Psiquiatra e psicanalista.

[[2]] Fernanda Otoni-Brisset , membro da EBP/AMP, diretora da EBP-MG


[[3]] Atividade realizada no dia 13/06/2018, “A construção da maternidade possível”, por Izabel Magalhães (regional oeste, equipe do consultório de rua PBH)







Conexões: Janela da Escuta
Renata Mendonça[1]




No dia 06/07 teve lugar no Janela da Escuta[2] a atividade de Conexões da XXII Jornada da EBP-MG.

O caso, comentado por Lilany Vieira Pacheco, demonstra-nos que a anatomia não define o sujeito e coloca em jogo algo para além da lógica binária. Ele também esclarece que quando a pulsão não está inserida em um discurso, ela não é mediada pela fantasia. Neste sentido, o caso nos ensina que “a pulsão fora da transferência e a causa triunfante” coloca em jogo uma desordem no sentimento de vida do sujeito que afirma: “meu corpo não me define, sou meu próprio lar”. Seu trabalho consiste em criar um lugar e um laço em relação à tripla externalidade - a social, corporal e subjetiva; relançando a pergunta: o que pode o analista quando a transferência está fora da suposição do saber?                    









[[1]] Psicanalista, mestre em psicologia (PUC/MG)


[[2]] Apresentação: “A pulsão fora da transferência: qual a intervenção possivel?” Giovanna Borges - Coordenação: Cristiane Cunha EBP/AMP. Comentário: Lilany Vieira Pacheco - EBP/AMP.                    


http://jornadaebpmg.blogspot.com/2018/07/enxame-4-1editorial.html


Jornada EBP-MG