As inibições e os limites da elaboração na clínica de hoje

Lilany Pacheco


Os limites da elaboração em Freud



Ao introduzir a pulsão de morte e seu mais além, Freud afirmará que vinte e cinco anos de intenso trabalho tiveram por resultado que os objetivos imediatos da psicanálise fossem, naquele momento, inteiramente diferentes do que eram no começo. Essa afirmação de Freud já denotava aquilo que no seu tempo apresentava-se como precariedade do simbólico, evidenciando, para o tratamento analítico, como nos convida a considerar o título do próximo Congresso da Associação Mundial de Psicanálise, que a ordem simbólica já “não é mais o que era”.

Freud estava, naquele tempo, às voltas com a compulsão à repetição e a resistência como empecilhos ao método analítico caracterizado até então como uma arte interpretativa. Além de jogar por terra a idéia de Freud de que o objetivo do trabalho analítico era de que o inconsciente deveria tornar-se consciente, a noção de pulsão de morte e seu mais além vão implicar outras consequências e desdobramentos na formalização do pensamento freudiano.

Dentre outros fenômenos clínicos associados à noção de pulsão de morte, Freud apresentará a “reação terapêutica negativa”. No texto dedicado ao caso clínico do “Homem dos lobos”, Freud anotará: “Durante o tratamento analítico, o paciente tinha como hábito, produzir reações negativas transitórias e a cada vez que alguma coisa tinha sido conclusivamente posta às claras ele tentava contradizer o efeito, por um certo espaço de tempo, agravando o sintoma que havia sido elucidado”.

Será, entretanto, em “Eu e o Isso” e no “Problema econômico do masoquismo” que Freud formulará o “conceito” de reação terapêutica negativa: “cada solução parcial, que deveria resultar, e em outras pessoas realmente resulta, numa melhora ou suspensão temporária dos sintomas, produz nestes pacientes uma exacerbação de sua doença e, momentaneamente, eles pioram no tratamento ao invés de melhorarem... a recuperação é vista como ameaçadora, como se ela fosse um perigo... esta reação se revela como o mais poderoso obstáculo à recuperação. Mais poderosos do que os já conhecidos: a inacessibilidade narcísica, atitude negativa em direção ao analista, e o apego ao ganho secundário da doença.“

Além destes aspectos, Freud irá destacar que, de um modo geral, essa reação terapêutica negativa se apresenta nos bons analisantes, naqueles que fazem tudo para que o tratamento analítico progrida e, mesmo assim, pioram, ou em nada modificam sua relação ao sintoma alimentando o sentimento de que não há jeito para eles, que nada lhes adianta, que continuam na mesma e estão cada vez mais angustiados...


A defesa e o recalque: conjunção e disjunção

Ao lado destas manifestações clínicas e depois de elaborar sua segunda tópica na qual separa eu, isso e supereu, Freud fará, 30 anos depois dos seus “Escritos sobre a Histeria”, a recuperação da noção de defesa tão cara a ele. É, portanto, na trilha dos efeitos da formulação da pulsão de morte, da dissecção da segunda tópica e da reformulação da teoria da angústia que ele irá recuperar a noção de defesa. Em “Inibição, sintoma e angústia” – no adendo C intitulado “Recalque e Defesa” – Freud é explícito em dizer que durante algum tempo usou em lugar da expressão “processos defensivos” a palavra “recalque”, reconhecendo que não estaria ainda certo das relações entre as duas. E esclarece: “há uma vantagem em retornarmos à velha noção de defesa contanto que empreguemos explicitamente como uma designação geral para todas as técnicas das quais o eu faz usos em conflitos que possam conduzir a uma neurose, ao passo que conservamos a palavra recalque para o método especial de defesa” cujo uso deve ser restrito.

Para exemplificar, Freud relembra que as descobertas da psicanálise tiveram início com o recalque e a formação de sintomas na histeria cujo efeito principal é o “esquecimento”. Com o estudo das neuroses obsessivas, entretanto, Freud percebe que as ocorrências que provocam o adoecimento não são esquecidas, permanecem conscientes, mas são “isoladas” por um procedimento quase mágico de “desfazer o que foi feito” e que se refere a uma finalidade defensiva que já não apresenta mais qualquer semelhança com o recalque. Assim, conclui Freud, temos fundamentos bastante sólidos para reintrodução do antigo conceito de defesa que pode abranger todos os processos de proteção do eu, quando o recalque se mostra insuficiente para dar conta das exigências pulsionais e da angústia de castração.

A importância desta nomenclatura é realçada, acrescenta Freud, se considerarmos a possibilidade de que investigações ulteriores poderão revelar estreita ligação entre formas especiais de defesa e doenças específicas. Além, de esclarecer, por exemplo, que antes de sua acentuada divisão entre um eu, um isso e um supereu, o aparelho psíquico possa fazer uso de diferentes métodos de defesas dos quais se utiliza após ter alcançado sua organização. No “Esboço de Psicanálise”, Freud acrescentará que “a defesa constitui o conceito principal do mecanismo das neuroses e de certas psicoses”, aspecto este que relança a defesa e a aproxima da constituição mesma do sujeito e do recalque originário, este furo primeiro no isso e em torno do qual a defesa e o recalque fazem uma dupla face.

A dificuldade de Freud de distinguir o eu, do sujeito, dará lugar à confusão que fez da pratica analítica uma prática de eu a eu. A partir do escrito de Lacan intitulado “Observação sobre o relatório de Daniel Lagache: ‘psicanálise e estrutura da personalidade’”, a defesa se tornará um conceito lacaniano e não se falará mais em defesa do eu, mas de defesa do sujeito, dado o caráter heterogêneo do sujeito ao isso. Em seu escrito a propósito do comentário de Jean Hyppolite sobre a Verneinung, Lacan aborda a confusão da resistência com a defesa e, ao retomar esta última, destaca seu ponto de aplicação sobre o sujeito em relação à angústia, ao desejo e ao gozo. Ele dirá que o sujeito se defende e é por isso que ele insiste que a resistência é do analista, além de declarar que o conceito de defesa permite julgar e distinguir os teóricos da psicanálise. Lacan mencionará em O seminário, livro 10: a angústia, que as defesas, diferentemente do recalque, não são contra a angústia, mas contra o sinal da angústia. Ou, como escreveu Alain Merlet: “a defesa da defesa” (cf. La Lettre mensuelle, n. 39, maio de 1985).


Inibição, defesa e a dimensão do ato

Para Ricardo Seldes, nosso colega da EOL e que nos visitou semana passada por ocasião de nossas Jornadas de Cartéis: “os jovens que estão por aí, com suas atuações, compulsões e desinibições, nada mais são que uns ‘inibidos do ato’”. Pareceu-me interessante estarmos atentos a isto: no contexto do “fazer, em lugar de dizer”, encontramos sujeitos “inibidos do ato”. Se há tantas atuações, como podemos falar de sujeitos inibidos do ato? Entendo que se trata daqueles que estão inibidos do ato como sujeitos, porque estão apartados de si mesmos pelo próprio “déficit do simbólico” e, diante disso, restam-lhes as identificações imaginárias que lhes constituem um “eu” do tipo “nomeado para” se defenderem de ser agentes de um ato implicado no desejo.

Ou, ainda, como leu Sérgio Laia no número 4 do Boletim GPS off road consagrado à próxima Jornada da EBP-MG, a distinção entre defesa e recalque é um achado uma vez que “em um mundo como o nosso, tomado pelo imperativo da satisfação, a operação do recalque experimenta, a todo instante, sua insuficiência e, nesse viés, a defesa se impõe como um recurso que aciona tanto a inibição e seu silêncio, quanto sua contra-face – a ruidosa compulsão. Nesse contexto tomado pelo ato silenciado pelos inibidos ou impulsado pelos ditos ‘desinibidos’, o ato analítico poderá oferecer-nos outra saída”.

Como já dissemos, um traço do homem contemporâneo é ser bombardeado pelas mais diversas ofertas de gozo próprias do discurso do Outro que aparece atualmente de maneira flutuante, pulverizada e fragmentada, quando já não há mais Ideal, e sim o esfacelamento das insígnias fálicas que fariam face ao imperativo do gozo.

Recortei da entrevista que Almanaque on line, n. 8 realizou com Cristina Drummond, o fragmento de uma questão na qual se descreve o que aqui temos chamado de “inibidos do ato”:



 “O mundo contemporâneo se constitui pela fragilidade das ficções, pela falta de ideais e mesmo por uma dificuldade de localização dos sintomas. Muitos dos que chegam aos consultórios procurando tratamento não sabem localizar de que sofrem, assim como também encontramos cada vez mais os chamados “sem lugar”: jovens que passam a noite correndo pela cidade, de bar em bar, sem ponto de parada; andarilhos ou errantes. Podemos dizer que o mundo se apresenta de uma forma fluida e incerta, gerada pelo que temos chamado das incertezas do simbólico”.





Além do que foi descrito neste número do Almanaque, tenho encontrado, de maneira muito enfática, aqueles que se formaram, frequentaram a Universidade, já passam dos 30 anos e não sabem o que farão quando crescerem. Queixam-se de uma paralização, uma inibição e, a despeito de terem uma ferramenta em suas mãos, um curso superior, apresentam-se como desinseridos, “sem lugar”. Agrega-se a isto outros aspectos da vida – a sexualidade, por exemplo, diante da qual muitos sujeitos que buscam hoje uma psicanálise descrevem sua situação como a de alguém que está diante de uma porta aberta, mas não consegue adentrar.

Laurent no Papers 1 destinado à preparação do próximo Congresso da Associação Mundial de Psicanálise, refere-se ao fato de que”



“o sujeito ao qual se dirige a experiência tem expectativas racionais. Busca maximizar seu saber sobre si mesmo e o mundo. Tem desejo de aprender, o need to know. É o que substitui, nesta perspectiva, o sujeito suposto saber. Este saber se reconhece meio de gozo, pois, por este saber, o sujeito busca também maximizar seu ganho libidinal, melhorar sua satisfação sexual ou a auto-estima. Digamos que busca maximizar ganhos reais, simbólicos e imaginários. É um homo economicus libidinalis em busca de uma felicidade utilitarista e funcional. Trata-de uma vontade de maior eficácia, promovendo a ideia de que a única justificativa de uma escolha se desprende da vontade de uma maior eficácia”.



Isso é comum, por exemplo, no discurso das jovens executivas que decidem engravidar e buscam a psicanálise como mais um recurso garantidor da eficácia dos tratamentos oferecidos pelos centros de reprodução humana.



Os “bons analisantes“, descritos por Freud, não se assemelham ao que Laurent descreveu como a busca do trabalho analítico em busca de uma felicidade utilitarista e funcional e sem nada querer saber da sua posição como sujeito?

Em “Inibições, sintomas e angústia”, Freud define as inibições pelo seu caráter funcional. Ele afirmará que “na descrição das manifestações patológicas, o uso linguístico permite-nos distinguir os sintomas das inibições sem, contudo, atribuir grande importância à distinção”. Na realidade, dificilmente poderíamos pensar que valeria a pena diferenciar exatamente entre os dois, não fosse encontrarmos moléstias nas quais observamos a presença de inibições, mas não de sintomas, e ficamos curiosos  para saber a razão disto. Acrescenta Freud: “A inibição tem uma relação especial com a função, e não necessariamente uma implicação patológica. Um sintoma, por outro lado, realmente denota a presença de algo patológico.”  Uma jovem que busca tratamento para engravidar, por exemplo, não se apresenta para uma análise, doente do significante.



Sem me deter nos usos da palavra inibição feitos anteriormente entre os analistas lacanianos, me pareceu familiar, agora, encontrar a proposição de Freud de que as inibições se definem por sua função. O último ensino de Lacan, com a pluralização dos nomes do pai e o uso dos nós, orienta-nos a interrogar sobre a função que a droga tem para um determinado sujeito, quando as noções generalizantes de toxicomania, ou mesmo nossas noções clássicas de estruturas clinicas não são suficientes para esclarecer as relações de um sujeito com as drogas. Ou seja, não se trata de um sintoma e suas disfunções (daí a denominação “novos sintomas”), mas de alguma coisa que funciona e funciona para o gozo.

Como pode o analista fazer passar o discurso analítico diante da demanda de funcionalidade e suas incidências na elaboração? Ou, ainda, diante dos inibidos do ato que fazem barulho para se manterem silenciados?

Nosso horizonte”, propõe-nos Laurent, “é o de um analista vazio que está advertido de seu gozo, mas que sabe, mais além do furo na ordem simbólica, instalar-se na posição daquele que pode perturbar a defesa”, dando lugar, com muita delicadeza, ao psicanalista como “psicanalista-trauma”. Para além da neutralidade analítica propalada pelos psicanalistas que restringiram as intervenções clínicas ao eu e suas defesas,  “o psicanalista-trauma, ao contrário, é uma posição do psicanalista onde ele aceita correr riscos, calculados, certamente, e não se submeter inteiramente às interdições protetoras ou mortificantes, sem que com isso caia no ativismo terapêutico (...). O psicanalista que se dá como meta ;perturbar a defesa’, fazer ‘trauma’, testemunha do rechaço de considerar seu espaço de discurso como o de uma ‘norma sem força’”.


A defesa perturbada



1)    Perturbar a defesa quando o sujeito se apresenta pelo fazer com o corpo em lugar de dizer, ou das inibições em relação ao dizer.



Do testemunho de passe de Silvia Salman pude extrair uma intervenção do analista que ilustraria a aposta do analista no contexto contemporâneo desses chamados “novos sintomas”. Trata-se de um sujeito que, desde os primeiros anos de vida, apresentou-se pelo rechaço ao alimento, algo que ela, muitos anos depois pode nomear como anorexia embora o diagnóstico médico na época tenha sido de raquitismo e mongolismo. Rechaço de tal ordem ao alimento que colocava em risco a vida da criança que, por orientação médica, foi morar com o pai do qual recebe, nesse momento, a designação “desenho animado”. O corpo animado se tornou, então, uma defesa desse sujeito frente ao Outro sexo e à pergunta “o que é uma mulher?”. Em um tempo anterior ao esclarecimento que vai aproximá-la do fim da análise, o analista a interroga se ela encontrava no olhar do parceiro o olhar do pai, atualizando, na transferência, uma modalidade de gozo que condicionava todos os laços amorosos: “sentir-se agarrada pelo olhar do Outro” e que a fazia “querer estar sempre em um outro lugar”. A AE dá à intervenção do analista o nome de intervenção contra-transferencial. Do nosso ponto de vista, diria que o analista faz uma intervenção que perturba a defesa. Nessa intervenção, o analista lhe diz: “Você me provoca isto”, e a “agarra em ato”, fazendo-a sair fugindo, ato contínuo, para a percepção de que ela fazia-se agarrar pelo Outro – fazia-se agarrar para fugir, percebendo-se, portanto, fugidia e arisca na forma de estabelecer laços, especialmente com os homens. Atualiza-se, desse modo, na transferência, essa forma de laço fundamental com o parceiro-sintoma, e também se esclarece para ela que a pulsão é sempre ativa e que a defesa serve ao sujeito para que ele não se veja aí, no circuito pulsional.

  

2) Perturbar a defesa lá onde estava o sujeito religioso



Trata-se de um sujeito para quem o “sujeito suposto saber”, como um nome da transferência estava lá, desde sempre, para ser ocupado pelos analistas que se sucedem até o encontro com este terceiro analista que, finalmente, lhe perturba a defesa. Esse analisante, Bernard Seynhaeve, apresenta-se como alguém que crê em seu sintoma, crê em suas fantasias, crê que o analista estaria ali, onde sempre esteve, pronto para lhe dar uma bofetada. Esta é a oferta primeira que esse sujeito faz ao analista – “não me bata muito forte” ou seja “me bata” – enunciado que é sempre recebido pelo analista com um, “hum”... Disciplinado, esse analisante respeitou a regra analítica e se põe a narrar suas fantasias repetidamente, diversas e diversas vezes, sempre recebidas com o “hum”, do analista.

Em um dado momento, o analista toca em uma lembrança e o analisante obedientemente desfia o fio de seus fantasias até que um dia, após o corte da sessão, o analista lhe diz – “você gosta demais de suas fantasias”. O analisante não entende a interpretação e, além disto, se sente flagrado na falha de gozar de contar sua fantasia, goza do sentido, da falação. O analista havia tocado a raiz de um gozo ignorado por ele.

Essa interpretação o mergulha em uma sólida angústia, uma angústia louca que durará dois anos como uma travessia no deserto na qual faz a experiência da vanidade do sentido e que lhe faz responder com um “nada mais vale a pena ser dito quando a gente se dá conta disso”. Silêncio...

O analisante ia mecanicamente às sessões, deslocava seu corpo, ia ao encontro de um outro corpo, seu corpo tomava o trem que o levava ao analista, tocava a campanhia, sala de espera, gemido da maçaneta, ruídos da boca, sopro da respiração, suspiros do analista, ruídos que de um modo geral mal são percebidos. Dois corpos, presença depurada do objeto a, angústia tão forte que fez o analisante se surpreender fugindo da sala de espera. Solidão radical.

O analista sabia da angústia. Um dia marcou a sessão em um feriado. Estaria enganado? Não, o analista estava lá e o esperava. O analisante entende com este ato que, se estava mal, podia contar com o analista. Acordava deprimido, dizia para si que não lhe restavam mais que vinte anos de vida. Dois anos de travessia no deserto, até perceber que se tratava da travessia de sua fantasia. Um dia, escutando um seminário do analista, escreve um pequeno texto com a estrutura do que não cessa de não se escrever e o mostra ao analista. O texto serviu para escrever uma borda no seu corpo fazendo com que a interpretação do analista ganhasse lugar na cadeia de significantes que ele havia entregado ao analista ao longo dessa análise. A angústia caiu de um só golpe.



Podemos reconhecer nestes dois fragmentos de relatos de passe, os seguintes pontos que orientam nossa discussão de hoje:



a)    O modo como o corpo do analista é posto em cena enquanto UM corpo, oferta para fazer face ao limite da elaboração, quando esses dois analisantes supunham que o fim da transferência e a separação do analista se aproximavam.

b)    Se estamos com Lacan nessa discussão, reconhecemos aí, nos dois casos, o analista perturbando a defesa no momento em que a defesa protegia o advento do sujeito, enquanto sujeito inserido no circuito pulsional, lá onde isso era...

c)    Os efeitos decorrentes da perturbação da defesa encontram seus ecos na diferença dos discursos que esses dois analisantes habitam. Para Silvia Salman, o analista, com o corpo, toca a descrença no Outro; para Bernard Seynhaeve, o que é tocado é a crença no sentido, dando lugar à positividade do gozo.

Diferentemente do que é mostrado na clínica do passe, “os inibidos do ato”, na entrada, apresentam ao analista sua “reação terapêutica negativa”, deixando o analista sem a possibilidade de lançar mão do crédito adquirido com os efeitos terapêuticos já alcançados ao longo do tratamento analítico. Nesses casos, a defesa máxima encontra-se do lado do sujeito e o discurso analítico é colocado à prova, ao máximo.








Jornada EBP-MG